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A Cartinha para o Papai Noel

A Cartinha para o Papai Noel

Autor: Emílio Carlos

Natal estava chegando e Bruno resolveu escrever uma cartinha para o Papai Noel, com tudo que ele queria ganhar. E escreveu uma cartinha assim:
“Querido Papai Noel: Esse ano eu fui muito bonzinho, ta?
Quer dizer: mais ou menos bonzinho. Porque teve aquele dia que eu chutei a canela do Victor. Mas foi depois que ele me deu um beliscão.

E teve o dia que eu comi bala depois de ter escovado os dentes.
Ah: e teve um dia que eu dei um peteleco na orelha da Maísa e depois disse que tinha sido o Flavinho. Mas fora isso eu me comportei bem. Por isso eu queria ganhar alguns presentes. Não é muito não, ta?

Por isso não se preocupe. Eu só quero ganhar isso:
- um autorama
- uma bicicleta nova
- um carrinho de controle remoto
- um videogame
- um patinete
- um binóculo
- um joguinho de tubarão
- um robô
- uma lanterna
- um computador
- uma moto de verdade
- uma piscina grande
Só isso. Não falei que era pouquinho? Brigadão Papai Noel.
Assinado: Bruno

O Bruno ficou todo feliz com sua cartinha. Fez até um desenho do Papai Noel no envelope pra ele ficar feliz. E como não tinha selo para pôr na carta fez um desenho dele mesmo. Para Papai Noel Pólo Norte

Então o Bruno foi mostrar a cartinha para sua mamãe. A mamãe leu tudo com muita atenção e depois disse assim:
- Querido: você não acha que pediu muita coisa?
- Não – respondeu candidamente o Bruno.
- Sente aqui que eu vou lhe explicar uma coisa – disse a mamãe.
- Que coisa?

E a mamãe explicou assim:
- Lá no Pólo Norte, num lugar muito distante, vive o Papai Noel. No meio da neve ele construiu sua fábrica de brinquedos. E durante o ano inteiro ele e seus duendes constroem todos os brinquedos que as crianças vão ganhar no Natal.
- Mas só as boazinhas, né mãe? – perguntou Bruno.
- Isso mesmo, querido. Mal termina um Natal e os duendes já começam a fazer os brinquedos do Natal do ano que vem.

Bruno estava muito interessado na explicação da mamãe:
- Puxa vida!
- É um trabalhão! Depois eles têm que embrulhar todos os presentes e colocar tudo no trenó do Papai Noel. Ele é muito rigoroso com horários. Não gosta de atrasos.Tudo tem que estar pronto na hora certa para o Papai Noel sair voando em seu trenó puxado por suas renas mágicas.
- Que legal! – exclamou Bruno.
- Daí o Papai Noel vem até aqui e entrega os presentes para as crianças que foram boazinhas durante o ano todo. Papai Noel tem uma lista com os nomes de todas elas. – explicou a mãe.

- Uau! Mas se ele faz presentes o ano inteiro então ele deve ter muuiiitos brinquedos pra me dar!!! – exclamou Bruno esfregando as mãos de felicidade.
- Esse é o problema Bruno. São muitas crianças para o Papai Noel dar presentes. Se ele der um monte de presentes para uma criança vai faltar para as outras – disse a mamãe.
- Ah, puxa... – disse Bruno meio desanimado.
- Então nós vamos ter que rever essa sua lista de presentes, certo?

Bruno não queria rever a lista. Não queria tirar um único presente dali. Mas entendeu que se todas as crianças pedissem tantos brinquedos assim não haveria brinquedos para todas.
- Ta bom, mãe. Eu vou re-escrever a carta...
E Bruno voltou para o seu quarto a fim de re-escrever a lista de presentes. Mas o que ele iria tirar? O robô? Não, ele queria o robô desde o começo do ano. O computador? O videogame? Era tão difícil decidir. Na verdade Bruno queria colocar mais brinquedos na lista, não tirar.

E ficou ali no quarto, decide-não-decide a tarde toda. Depois saiu do quarto com outra carta e mostrou todo contente para a mãe:
- Olha aí mãe: eu diminuí a lista de presentes.
A mãe leu a nova carta que o Bruno tinha feito:
- um autorama
- uma bicicleta nova
- um carrinho de controle remoto
- um videogame
- um patinete
- um binóculo
- um joguinho de tubarão
- um robô
- um computador
- uma moto de verdade
- uma piscina grande.

- Mas Bruno – disse ela – é a mesma lista. Você não tirou nada meu filho...
- Ô mãe: eu tirei a lanterna.... – respondeu ele.
A mãe do Bruno suspirou e disse assim:
- Acho melhor eu fazer a lista com você. Que nem no ano passado.
- Xiiiiii..... – disse o Bruno – Ela só vai pedir 2 presentes...
- Ta bom – disse a mamãe – Esse ano eu peço 4.
- Legal!!!!!! – exclamou o Bruno feliz da vida.

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Emílio Carlos

emiliodicarlos@yahoo.com.br

Emílio Carlos tem 42 anos e é pai de 2 filhos, os primeiros a ouvirem suas histórias e canções. Possui histórias infantis publicadas na Revista Nosso Amiguinho e no site PapaCaio, além do texto teatral Era Uma Vez Uma Bruxa... publicado na Revista de Teatro da SBAT. Está divulgando junto à Editoras o kit de livros BICHOS, BICHINHOS E BICHÕES. Os livros O Menino que Caiu no Buracão e A Turma do Jardim estão em fase de ilustração.

No Teatro se dedica às crianças desde 1988, tendo montado 5 peças teatrais infantis que estiveram em temporada pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, incluindo a capital paulista.

Na Cia Dos Bonecos ele é o autor dos textos, o diretor dos espetáculos e um dos atores. Dessa forma atua em todas as fases do processo teatral, indo da criação do texto à apresentação ao público mirim. O sucesso alcançado pela Cia dos Bonecos se deve ao carinho e dedicação ao público, desenvolvendo durante anos uma linguagem destinada à criança dos dias de hoje.

Sua experiência como educador apóia o seu trabalho no Teatro, na Literatura, na Música e Cinema, sempre com um grande respeito pelo público e consciente da responsabilidade de quem trabalha com os pequenos. É um trabalho para crianças feito por quem gosta de crianças.