Você esta em Historias :
A horta do amanhã

A horta do amanhã

Autor: Emílio Carlos

Era uma vez um menino chamado Jeremias.
Quando fez 7 anos o pai chamou Jeremias e disse:
- Filho: a vida é como uma imensa horta. É preciso plantar para poder colher. Por isso de hoje em diante você vai me ajudar com a nossa horta.

E dizendo isso o pai lhe deu uma pequena enxada e vários pacotes de sementes.
Depois falou:
- Esse aqui vai ser o seu canteiro na horta. Plante e cuide das plantinhas com carinho, e logo você vai estar colhendo os frutos do que plantou.
- Certo pai.

O canteiro do pai era lindo, cheio de plantas viçosas e fortes. O pai havia plantado durante um bom tempo e agora estava colhendo. Jeremias queria ser como seu pai. Então foi logo plantando as sementes, arrumando o canteiro e aguando tudo. Depois se sentou e esperou que as plantas nascessem.

E esperou. E esperou. Dali a pouco perdeu a paciência. E disse ao pai:
- Está demorando muito.
- É assim mesmo, meu filho. É preciso plantar hoje para colher amanhã.
- Ah, bom.... – disse Jeremias.

No dia seguinte Jeremias acordou e disse assim:
- É hoje! Nem bem tomou café já correu pra o canteiro pra ver as plantas.
Jeremias olhou e olhou pra ver se via alguma coisa. Mas não tinha nascido nada ainda. E ele ficou desapontado:
- Pai: não nasceu nada ainda.
- É assim mesmo, meu filho. Na horta é como na vida: você plantou ontem para colher no amanhã.
- Aaahhhh... – disse Jeremias meio descontente.

No dia seguinte lá foi o Jeremias de novo correndo até a horta. E... nada. Nem sinal de plantas. Jeremias ficou decepcionado. E foi ter com o pai, que explicou:
- Agora as sementes estão embaixo da terra, dormindo ainda. Logo elas vão acordar com o calor do sol e a água que você tem dado todos os dias. E daí vão brotar.

Jeremias achou que elas estavam dormindo demais. E disse assim:
- Dorminhocas!
No outro dia ele teve uma idéia. Pegou uma pazinha e remexeu a terra toda, desenterrando todas as sementes. O pai quando viu aquilo ficou horrorizado:
- Mas o que é que você está fazendo, meu filho?
- Tô vendo se as sementes já acordaram, pai.
- Não meu filho. Você precisa esperar. Plante tudo de novo.
- Mas pai... – quis retrucar Jeremias.
- Plante meu filho. Escute o seu pai.

Jeremias plantou tudo de novo e aguou o canteiro de novo. Depois de alguns dias as plantinhas começaram a nascer e Jeremias ficou muito feliz. O pai explicou que elas ainda eram pequenas e que precisavam de muito cuidado e carinho para crescerem fortes e saudáveis. E Jeremias cuidou muito bem do seu canteiro.

Tirou as ervas daninhas, afofou a terra, aguou as plantinhas todos os dias. E elas foram ficando fortes e mais fortes. Um belo dia o pai falou:
- Agora chegou a hora da colheita!
Jeremias não cabia em si de tanta felicidade. Colheu cenouras, berrabas, alfaces, pimentões. E levou tudo pra mãe dele lá na cozinha. Quando voltou ainda tinha muito pra colher.

Então disse o pai:
- Colha só o que precisamos para hoje e deixe o restante para os próximos dias.
Depois o pai lhe mostrou outro canteiro de terra nua, sem nada e disse:
- Agora vamos plantar aqui, meu filho.
- Mas pai – retrucou Jeremias – ainda temos muito para colher.
- Sim, meu filho. Estamos colhendo hoje o que plantamos ontem. Agora precisamos plantar para colher no amanhã.
E como o pai tinha razão Jeremias pegou sua enxada e recomeçou a plantação.

Math+- é um excelente game educacional para as crianças aprenderem matemática!


Clique no icone abaixo para baixar para iPhone e iPad




Clique no icone abaixo para baixar para Android e Tablet

Emílio Carlos

emiliodicarlos@yahoo.com.br

Emílio Carlos tem 42 anos e é pai de 2 filhos, os primeiros a ouvirem suas histórias e canções. Possui histórias infantis publicadas na Revista Nosso Amiguinho e no site PapaCaio, além do texto teatral Era Uma Vez Uma Bruxa... publicado na Revista de Teatro da SBAT. Está divulgando junto à Editoras o kit de livros BICHOS, BICHINHOS E BICHÕES. Os livros O Menino que Caiu no Buracão e A Turma do Jardim estão em fase de ilustração.

No Teatro se dedica às crianças desde 1988, tendo montado 5 peças teatrais infantis que estiveram em temporada pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, incluindo a capital paulista.

Na Cia Dos Bonecos ele é o autor dos textos, o diretor dos espetáculos e um dos atores. Dessa forma atua em todas as fases do processo teatral, indo da criação do texto à apresentação ao público mirim. O sucesso alcançado pela Cia dos Bonecos se deve ao carinho e dedicação ao público, desenvolvendo durante anos uma linguagem destinada à criança dos dias de hoje.

Sua experiência como educador apóia o seu trabalho no Teatro, na Literatura, na Música e Cinema, sempre com um grande respeito pelo público e consciente da responsabilidade de quem trabalha com os pequenos. É um trabalho para crianças feito por quem gosta de crianças.