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O medo do Godofredo

O medo do Godofredo

Autor: Emílio Carlos

Em um dia ensolarado, muito bonito, a Bruxinha Lelé saiu de casa para encontrar seus amigos. Foi caminhando até o campinho em que se brincava. E lá chegando viu o sapo Godofredo, um dos amigos de que eu falava.

A Bruxinha Lelé foi se aproximando do sapo. Mas Godofredo não via nada, estava amedrontado. Quando Lelé disse “oi” o sapo deu um pulo, grande, muito alto, do tamanho do seu susto. A Bruxinha não entendeu nada. O sapo tremia mais do que mato em dia de chuvarada. Foi então que Godofredo explicou: havia visto um filme de terror.

Tinha monstro, bicho e fantasma – e pra dormir de noite foi uma enrascada. O pobre Godofredo sonhava com um fantasma que o perseguia; e medo maior do que esse o sapo não sentia. A Bruxinha tentou acalmar o amigo. E disse:
- Foi só um pesadelo, agora você está comigo.
Mas o sapo ainda tremia de montão. E Lelé precisava acalmar o amigão. Daí resolveu:
- Vou fazer uma mágica pra ele dormir de novo. E quando ele acordar vai ter esquecido desse monstro.

Godofredo com a idéia concordou. A Bruxinha pegou sua varinha e assim ela falou:
- Alabam, alabim: faça meu amigo dormir!
Naquele mesmo instante o sapo ficou sonolento. E resolveu dormir ali mesmo, na grama, ao relento. Enquanto Godofredo dormia Lelé resolveu dar uma voltinha. Mas o que ela não sabia era que ali perto alguém ouvido tudo tinha.

Era o terrível Omar Doso, um homem que morava ao lado do campinho. E que costumava ser bem chatinho.
- Então esse sapo tem medo de fantasma! – disse ele esfregando as mãos.
Vou me vestir de fantasma e apavorar todo mundo de montão. O malvado Omar Doso vestiu um lençol e do sapo foi se aproximando. De repente soltou um “Buuu”, o sapo assustando. Omar Doso riu e se riu a valer.

E o pobre sapo desatou a correr. Vou assustar todo mundo que aparecer aqui – disse seu Omar. – Assim o campinho fica só pra mim – disse ele a completar. Na corrida o sapo encontrou com a Lelé. Que estranhou muito e perguntou:
- Nossa, você já está em pé?

O sapo contou o susto que havia levado. E Lelé achou aquilo meio mal explicado. O sapo e a bruxinha voltaram ao campinho. E dessa vez não havia nada, estava tudo limpinho.
- Mas tinha um fantasma aqui, Lelé: eu sei – disse o sapo inconformado.
Pode ser que ele esteja escondido e eu não vou ficar aqui parado. E dizendo isso Godofredo para sua casa voltou. E enquanto Lelé pensava, muito feliz Omar ficou:
- Funcionou! Funcionou! – dizia o malvado.

Agora sim todos vão ficar apavorados. Lelé foi atrás de Godofredo explicar que fantasma não existia. Logo depois chegou Juca palhacinho, sem saber que estava numa fria. Juca chamou pela amiga e ela não respondeu. Entretanto outra coisa aconteceu. O palhacinho ouviu uma voz de assustar.

Que era de novo a voz do seu Omar:
- Juuuucaaaaaa! Juuuuucaaaaaa!
Juca ficou com tanto medo que com as mãos os olhos ele tapou. Tentou correr e não pôde – o medo o paralisou.
- Juuuucaaaaa! Juuuucaaaaaaa! Omar Doso hoje estava atacado.

Vestido de fantasma ele estava muito mais malvado. Foi aí que a bruxinha voltou para o campinho e Omar teve que se esconder:
- Eu ainda vou botar essa bruxinha pra correr.
A bruxinha estanhou o amigo ali paralisado. E o palhacinho contou a ela o que o sapo já havia contado. Antes que a bruxinha explicasse que fantasma não existe o palhaço se pôs a correr. E a bruxinha desconfiada disse:
- Algo estranho está a acontecer.

Lelé decidiu ir atrás de outro amigo, o Frankinho. E Omar Doso se lamentou:
- Que droga! Não consegui dar nessa bruxa nem um sustinho.
Pouco tempo depois Lelé voltou com Frankinho. E disse:
- Dá uma boa olhada: tem fantasma nesse campinho?

Frankinho olhou, olhou e não viu nada. E Lelé decidiu:
- Não vou ficar aqui parada.
Deixou Frankinho esperando e foi atrás dos amigos. E Frankinho disse assim:
- Pode ir que eu não temo perigos.
Nessa hora Omar disse buuu querendo assustar. E Frankinho disse:
- Vai ter que fazer mais se quiser me apavorar.
Omar Doso fez um buuuu mais alto ainda. E Frankinho perguntou:
- Será que alguém está com dor de barriga?

Omar Doso disse:
- Vou aparecer. Quando olhar o meu lençol que susto ele vai ter.
Deu um pulo na frente de Frankinho e fez um buuuuu bem impressionante. Mas Frankinho nem se abalou, achou até interessante. Omar não sabia mais o que fazer. E bem nessa hora Lelé resolveu com Juca aparecer.

Omar tentou um último buuuu para todos assustar. Mas Frankinho puxou o lençol para o desmascarar.
- Omar Doso: só podia ser você! – disse indignada a bruxinha.
E o malvado ainda mentiu:
- Foi só brincadeirinha.

Então todos resolveram assustar o malvadão. E disseram buuu, buuu, buuu de montão. Omar Doso assustado pra sua casa se mandou. E todos comemoraram:
- Viva, o susto acabou!
- Era mentira – disseram. Não existe fantasma.

E de repente, ao lado deles, uma voz perguntava:
- Alguém chamou um fantasma.
Todos se assustaram e saíram em disparada. E enquanto todos corriam o novo fantasma explicava:
- Calma gente. Sou eu: o Godofredo. Não precisam ter medo de nada...

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Emílio Carlos

emiliodicarlos@yahoo.com.br

Emílio Carlos tem 42 anos e é pai de 2 filhos, os primeiros a ouvirem suas histórias e canções. Possui histórias infantis publicadas na Revista Nosso Amiguinho e no site PapaCaio, além do texto teatral Era Uma Vez Uma Bruxa... publicado na Revista de Teatro da SBAT. Está divulgando junto à Editoras o kit de livros BICHOS, BICHINHOS E BICHÕES. Os livros O Menino que Caiu no Buracão e A Turma do Jardim estão em fase de ilustração.

No Teatro se dedica às crianças desde 1988, tendo montado 5 peças teatrais infantis que estiveram em temporada pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, incluindo a capital paulista.

Na Cia Dos Bonecos ele é o autor dos textos, o diretor dos espetáculos e um dos atores. Dessa forma atua em todas as fases do processo teatral, indo da criação do texto à apresentação ao público mirim. O sucesso alcançado pela Cia dos Bonecos se deve ao carinho e dedicação ao público, desenvolvendo durante anos uma linguagem destinada à criança dos dias de hoje.

Sua experiência como educador apóia o seu trabalho no Teatro, na Literatura, na Música e Cinema, sempre com um grande respeito pelo público e consciente da responsabilidade de quem trabalha com os pequenos. É um trabalho para crianças feito por quem gosta de crianças.