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O carnaval do Josuan

O carnaval do Josuan

Autor: Emílio Carlos

Era carnaval
E o Josuan estava muito aborrecido
Ao invés de ficar feliz Estava todo pensativo
Ele pensava: - No que vou me fantasiar?
E por mais que pensasse
Nenhuma idéia aparecia pra ajudar

Ele queria um fantasia interessante,
Empolgante, legal
Queria que todos vissem a fantasia
E dissessem: - Uau!

Foi o que aconteceu
Quando de monstro ele se fantasiou
Teve gritos, sustos, correria...
E quase que o carnaval acabou

Quando ele se vestiu de zorro
Com sua capa e sua espada
Pulou no meio do salão
E o bumbum de todos cutucava

Teve um carnaval
Que ele se vestiu de pistoleiro
E com seu revolver de água
Molhou todo mundo por inteiro

E teve outro carnaval
Que foi a maior confusão
O Josuan foi de bombeiro
Brincar no meio do salão

De repente todo mundo
Sentiu cheiro de fumaça
Meninas gritaram e o Josuan disse: - Calma!
Não façam tanta arruaça!  

Daí pegou muitas latas de refrigerante
Num balde ele virou
E depois jogou no fogo
Que na serpentina ele mesmo colocou

O Josuan era de morte
Todo ano ele bagunçava
Mas esse ano ele estava assim
Sem idéia, sem nada

Já tinha ido de herói e de vilão
De polícia e de ladrão
Mas o que realmente contava
Era que o Josuan sempre aprontava

Pensou em sair, numa última idéia
Fantasiado de colher
E foi o seu primo quem lhe disse:
- Por que você não vai vestido de mulher?

- Isso não!
- Gritou Josuan decidido
- Se eu não achar uma fantasia legal
Vou ficar aqui no meu canto, deprimido...

Ele abriu seu armário
E as fantasias estavam todas lá
Nas lojas não tinha
Mais nenhuma fantasia pra comprar

Ele bem que tentou
As fantasias misturar
Chapéu de zorro com roupa de jogador?
Olhou no espelho e isso lhe pareceu um horror

Roupa de homem-arranha
Com capa de super-homão?
Roupa de soldado romano
Com cabeça de monstrão?

Nada disso prestava
Nada disso ficava bom
E o Josuan se ressentia
Sem nenhuma solução

Foi de repente que ele
Teve uma idéia daquelas
Pegou pincel, um monte de tinta
E até uma camiseta velha

Fez alguma coisa
Que a mãe não conseguiu ver
Se vestiu, se preparou
E disse: - Vamos mãe! Eu não quero perder

A mãe pôs o Josuan no carro
Mas não entendeu nada
O que também era comum
Por isso ela ficou calada

Quando o Josuan chegou
Com sua bermuda violeta
Todos olharam com muito interesse
Para sua camiseta

A pintura que ele fez
Causou muita sensação
Todo mundo queria ver
A novidade do salão

Quando juntou bastante gente em volta
O Josuan disse assim
- Esse ano vou pular o carnaval fantasiado de mim

Meninas exclamaram: Ai!
Meninos disseram: Uau!
E na camiseta estava escrito:
“Josuan vai aprontar no carnaval!”

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Emílio Carlos

emiliodicarlos@yahoo.com.br

Emílio Carlos tem 42 anos e é pai de 2 filhos, os primeiros a ouvirem suas histórias e canções. Possui histórias infantis publicadas na Revista Nosso Amiguinho e no site PapaCaio, além do texto teatral Era Uma Vez Uma Bruxa... publicado na Revista de Teatro da SBAT. Está divulgando junto à Editoras o kit de livros BICHOS, BICHINHOS E BICHÕES. Os livros O Menino que Caiu no Buracão e A Turma do Jardim estão em fase de ilustração.

No Teatro se dedica às crianças desde 1988, tendo montado 5 peças teatrais infantis que estiveram em temporada pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, incluindo a capital paulista.

Na Cia Dos Bonecos ele é o autor dos textos, o diretor dos espetáculos e um dos atores. Dessa forma atua em todas as fases do processo teatral, indo da criação do texto à apresentação ao público mirim. O sucesso alcançado pela Cia dos Bonecos se deve ao carinho e dedicação ao público, desenvolvendo durante anos uma linguagem destinada à criança dos dias de hoje.

Sua experiência como educador apóia o seu trabalho no Teatro, na Literatura, na Música e Cinema, sempre com um grande respeito pelo público e consciente da responsabilidade de quem trabalha com os pequenos. É um trabalho para crianças feito por quem gosta de crianças.