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O natal da turma da Lelé

O natal da turma da Lelé

Autor: Emílio Carlos

O Natal está chegando. E a Turma da Lelé está se aprontando para receber Papai Noel. A Bruxinha Lelé, com sua varinha mágica, fez aparecer uma árvore de Natal bem bonita.

Juca palhacinho preparou uma lista com todos os presentes que a turminha quer ganhar. Frankinho, o inventor da turma, inventou uma máquina detectora de Papai Noel. Assim que o Papai Noel se aproximar a máquina se ligará automaticamente e dirá: “Feliz Natal, Papai Noel”. É o jeito da turma de agradecer a Papai Noel por todos os presentes.

E o sapo Godofredo trouxe pirulitos para todos comerem enquanto esperam o Natal chegar. Todos estão muito felizes no campinho. Ou quase todos. Na casa ao lado Omar Doso observa tudo atrás do muro. O malvado Omar está muito aborrecido com o Natal:
- Então todo mundo está feliz, não é? Mas eu não estou! O Natal não significa nada pra mim!

E ali, olhando a turminha, escondido atrás do muro, seu Omar ficou imaginando um jeito de acabar com o Natal da Turma da Lelé:
- Eu preciso acabar com esse Natal! Eu preciso!!
Enquanto isso a turminha falava feliz sobre os presentes que queria ganhar.

Foi quando Lelé se lembrou:
- Espere aí, pessoal: só vai ganhar presente quem foi bonzinho o ano inteiro.
É mesmo! Eles tinham esquecido disso. Papai Noel tinha um super-telescópio e de lá do Pólo Norte conseguia ver todas as crianças da Terra; e saber se a criança se comportou bem ou não.

Todos ficaram preocupados: eles teriam sido bonzinhos? E ficaram pensando e pensando em tudo que fizeram o ano inteiro. Foi aí que seu Omar Doso teve uma grande idéia:
- Vou me vestir de assistente de Papai Noel e acabar com a festa dessas crianças!

Se vestiu de ajudante de Papai Noel e foi até o campinho com uma lista nas mãos:
- Olá crianças – disse ele com um sorriso falso.
- Olá Papai Noel – responderam as crianças em coro.
-Não, não, eu não sou Papai Noel. Sou o assistente dele. E vim para ver quem foi bonzinho esse ano, quem vai ganhar presentes.

As crianças ficaram preocupadas. E Frankinho desconfiou:
- Assistente de Papai Noel? Eu nunca ouvi falar nisso.
- Isso é porque você está mal-informado, meu rapaz – disse Omar Doso tentando disfarçar.
Olhem: eu trouxe uma lista com o comportamento de vocês.

E Omar Doso começou a ler a lista:
- Vamos começar pelo Frankinho: inventou coisas que explodiram...
- Espere aí! Isso foi só uma vez – respondeu Frankinho tentando se justificar.
- Pois é – respondeu Omar. E perturbou Omar Doso com as suas invenções.
- Puxa... – disse Frankinho assim meio cabisbaixo.

Omar Doso continuou:
- Godofredo: ficou perturbando seu Omar com suas sapices. Juca palhacinho: ficou incomodando seu Omar com suas palhaçadas. E finalmente a Bruxinha Lelé: ficou irritando seu Omar com suas mágicas o ano inteiro.
- Mas ele mereceu – tentou argumentar Lelé, sem sucesso.

- Sinto muito mas... sem Natal pra vocês esse ano – disse Omar Doso se segurando para não rir.
- O que??? – disse a turma toda em coro.
- Vocês ouviram: sem presentes esse ano. Podem desmontar a árvore de Natal. E podem ficar tristes! – disse Omar Doso saindo e se rindo.

A turminha ficou arrasada. Era a primeira vez que eles não iam ganhar presentes de Natal. Mas Frankinho viu uma coisa:
- Estranho – disse ele.
- O que? A gente ficar sem Natal? – perguntou Lelé.
- Não. O assistente do Papai Noel foi... pra casa do seu Omar.

A Turma toda estranhou. E Lelé se lembrou de uma coisa:
- É esquisito mesmo! Na lista desse assistente só tinha coisas que falavam do seu Omar.
Todos concordaram. E Frankinho decidiu investigar. Foram todos até o muro da casa do seu Omar e chamaram:
- Seu Omar! Seu Omar!

Omar Doso subiu no muro. Mas tinha se esquecido de tirar a roupa de assistente de Papai Noel. E disse:
- O que é?
Daí a turma descobriu tudo: não era o assistente do Papai Noel coisa nenhuma.
-Omar Doso: só podia ser você! – disse a Bruxinha Lelé.

Omar Doso ainda tentou disfarçar. Mas quando viu que foi desmascarado mesmo respondeu:
- Ta certo, sou mesmo.
- Mas por que? – perguntou Juca – Por que destruir nosso Natal?
- Porque eu não gosto de Natal, não gosto de ver todos felizes. E pronto! – respondeu seu Omar descendo a escada que ele encostava no muro para vigiar a turminha.

E assim sumiu. A turma ficou muito triste por ele. Devia ser muito chato não gostar do Natal, não ganhar presentes. Então Juca teve uma idéia:
- Vamos colocar o nome do seu Omar na lista de presentes. E escrever um bilhete explicando pro Papai Noel que seu Omar precisa de um presente, precisa conhecer o Natal.
- É mesmo! Vamos lá! – exclamou a Bruxinha Lelé.

E assim colocaram o nome do seu Omar na lista com um bilhete. Depois pensaram e pensaram num presente que ele gostaria de ganhar. E aí escreveram na lista. Como o Natal ia chegar a meia-noite cada um voltou para sua casa.

Entretanto Omar Doso resolveu subir no muro e ficar espionando. E resmungou:
- Papai Noel! Rá! Duvido que exista Papai Noel!
E dizendo isso Omar ficou ali, meio escondido atrás do muro, esperando para ver se existia mesmo Papai Noel. De vez em quando ele resmungava:
- Duvido.

As horas foram passando e Omar com sono foi ficando, até que dormiu sobre o muro. E justamente nessa hora se ouviram sininhos no céu. Era o trenó do Papai Noel que se aproximava do campinho. Debaixo da árvore de Natal da turma a máquina do Frankinho se ligou automaticamente e disse:
- Feliz Natal, Papai Noel. E muito obrigado.

Papai Noel desceu até a árvore de Natal da Turma da Lelé. E ali deixou vários presentes. Depois, ouvindo o ronco do seu Omar, Papai Noel foi mais de perto olhar. E então foi-se embora, visitar outras casas e outras árvores de Natal. Pela manhã as crianças chegaram e encontraram seus presentes debaixo da árvore:
- Olha, justo o que eu queria: um nariz de palhaço novo! – disse Juca palhacinho.
- Eu ganhei um kit de química novinho! – exclamou Frankinho, o inventor.
- E eu ganhei uma bola nova! – disse o sapo Godofredo.
- E eu ganhei uma varinha mágica nova! – exclamou a Bruxinha Lelé.

Todos estavam muito felizes com os brinquedos que Papai Noel tinha trazido. E foi aí que o sapo Godofredo reparou:
- Gente: olha só o seu Omar! Ele está dormindo em cima do muro!
E todos olharam para o muro. Então Juca Palhacinho disse:
- Ei! Acorde seu Omar.

O seu Omar acordou resmungando. O sapo Godofredo disse assim:
- Olha, seu Omar: a bola que eu ganhei do Papai Noel! E o seu Omar respondeu:
- Papai Noel não existe! Eu fiquei acordado a noite inteira e não vi nenhum Papai Noel!
- Ah é? – disse a Bruxinha Lelé – Então quem lhe deu esse presente?

Foi só nessa hora que o seu Omar reparou no presente que estava em cima do muro. E disse:
- Puxa! Eu nunca ganhei nada antes! A turminha disse em coro:
- Abre! Abre! Abre!
Seu Omar então abriu a caixa. E dentro dela viu a surpresa:
- Puxa, um par de meias novas! Era justamente o que eu queria! Obrigado Papai Noel!

A Turminha disse em coro: - Obrigado Papai Noel!
E então ouviram a risada do bom velhinho, que disse:
- De nada! Feliz Natal! Feliz Natal!

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Emílio Carlos

emiliodicarlos@yahoo.com.br

Emílio Carlos tem 42 anos e é pai de 2 filhos, os primeiros a ouvirem suas histórias e canções. Possui histórias infantis publicadas na Revista Nosso Amiguinho e no site PapaCaio, além do texto teatral Era Uma Vez Uma Bruxa... publicado na Revista de Teatro da SBAT. Está divulgando junto à Editoras o kit de livros BICHOS, BICHINHOS E BICHÕES. Os livros O Menino que Caiu no Buracão e A Turma do Jardim estão em fase de ilustração.

No Teatro se dedica às crianças desde 1988, tendo montado 5 peças teatrais infantis que estiveram em temporada pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, incluindo a capital paulista.

Na Cia Dos Bonecos ele é o autor dos textos, o diretor dos espetáculos e um dos atores. Dessa forma atua em todas as fases do processo teatral, indo da criação do texto à apresentação ao público mirim. O sucesso alcançado pela Cia dos Bonecos se deve ao carinho e dedicação ao público, desenvolvendo durante anos uma linguagem destinada à criança dos dias de hoje.

Sua experiência como educador apóia o seu trabalho no Teatro, na Literatura, na Música e Cinema, sempre com um grande respeito pelo público e consciente da responsabilidade de quem trabalha com os pequenos. É um trabalho para crianças feito por quem gosta de crianças.